"…tudo isto são coisas da terra, que vão ficar na terra, e delas se faz a única história possível."
Evangelho Segundo Cristo, pag. 13. Saramago.
Friday, May 18, 2012
Friday, March 23, 2012

“Eu sei, mas não devia” de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra no Provocações:

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. 

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

joapa:

‎”Último signo do Zodíaco, Peixes também é o último da série dos signos mutáveis, aquele que dispersa e distribui tudo o que todos os signos anteriores construíram e criaram no ciclo de manifestação. Assim como ele se dedica ao entendimento geral de tudo, porque sabe que tudo tem um fim, também sabe que está na fronteira de dois mundos. Um mundo que termina, outro que deve começar dentro em pouco. Nesse limiar, Peixes permanece sentindo e pressentindo o que ainda virá e o que já foi, tentando ensinar ao mundo a lição de que todos somos partes de um mesmo organismo, que não há separação. (…)Peixes representa o conseqüente escapismo, a fuga do mundo, o devaneio e o ar vago, a modéstia e um certo ar de vítima do mundo que às vezes exibe. Com a enorme empatia que sente pelos desfavorecidos, Peixes quer a justiça, mas a divina, pois “seu reino não deste mundo” e ele entra pela porta dos fundos em todas as situações, mas acaba sempre dando seu recado, porque o céu fala por sua boca. (…)”

via thiago perini

joapa:

‎”Último signo do Zodíaco, Peixes também é o último da série dos signos mutáveis, aquele que dispersa e distribui tudo o que todos os signos anteriores construíram e criaram no ciclo de manifestação. Assim como ele se dedica ao entendimento geral de tudo, porque sabe que tudo tem um fim, também sabe que está na fronteira de dois mundos. Um mundo que termina, outro que deve começar dentro em pouco. Nesse limiar, Peixes permanece sentindo e pressentindo o que ainda virá e o que já foi, tentando ensinar ao mundo a lição de que todos somos partes de um mesmo organismo, que não há separação. 
(…)
Peixes representa o conseqüente escapismo, a fuga do mundo, o devaneio e o ar vago, a modéstia e um certo ar de vítima do mundo que às vezes exibe. Com a enorme empatia que sente pelos desfavorecidos, Peixes quer a justiça, mas a divina, pois “seu reino não deste mundo” e ele entra pela porta dos fundos em todas as situações, mas acaba sempre dando seu recado, porque o céu fala por sua boca. (…)”


via thiago perini

Thursday, March 22, 2012
"You live, you learn
You love, you learn
You cry, you learn
You lose, you learn
You bleed, you learn
You scream, you learn"
Alanis Morissette
Tuesday, March 13, 2012
"Ao contrário do que se diz, amigos existem na hora em que a vida está péssima. Mas se ficar tudo maravilhoso, prepare-se para momentos de grande solidão. Costuma ser difícil suportar o sucesso dos outros"
Danuza Leão
Wednesday, February 8, 2012
Tuesday, January 31, 2012
"Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him"
Monday, January 16, 2012
"Pain will you return it?
I’ll say it again - pain
Pain will you return it?
I’ll say it again - pain
Pain will you return it?
I’ll say it again - pain
Pain will you return it?
I won’t say it again"
Tuesday, December 20, 2011
Existe um pássaro que acha que morre sempre que o sol se põe. De manhã, ao acordar, ele fica chocado de ainda estar vivo… Então, canta uma canção linda.
- Eu canto toda manhã desde que te conheci!
 (Restless)

Existe um pássaro que acha que morre sempre que o sol se põe. De manhã, ao acordar, ele fica chocado de ainda estar vivo… Então, canta uma canção linda.

- Eu canto toda manhã desde que te conheci!

 (Restless)

Monday, November 21, 2011
"Mesmo se quiser tentar. Você nunca vai entender. Porque tantas vezes eu chorei. Mas se eu puder sonhar. Com um dia perfeito pra mim. Vai ser tudo como imaginei"
"Eu quero mais é te ver na pista
Da vida, dançando sem parar"
Luiza Possi
 
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